Telas e teclados menores são alguns dos obstáculos para que dispositivos móveis substituam definitivamente os desktops.
É difícil imaginar um mundo totalmente sem computadores. Mas, com a grande popularidade de smartphones e com o número cada vez maior de usuários substituindo seus desktops por dispositivos móveis, as tendências do mercado apontam que em breve teremos um novo ambiente, onde não será necessário o uso de PCs em grande escala.
Para isso, a indústria de smartphones tem trabalhado bastante para conseguir alcançar todos os recursos oferecidos pelos desktops.
A Nuvem
Neste momento, estou em um cafeteria e vejo que a grande quantidade de notebooks ao meu redor exibem páginas de redes sociais e outros serviços baseados na nuvem: cerca de metade deles estão no Facebook e os demais no Gmail, YouTube ou Twitter. De fato, das dezenas de telas, apenas uma não está exibindo algo que não consigo reconhecer como uma interface de Web – acredito que seja um AutoCAD. Este profissional, ainda que solitário, é um exemplo importante para o futuro do mercado de smartphones. Mas vamos falar sobre ele apenas mais tarde.
Neste momento, estou em um cafeteria e vejo que a grande quantidade de notebooks ao meu redor exibem páginas de redes sociais e outros serviços baseados na nuvem: cerca de metade deles estão no Facebook e os demais no Gmail, YouTube ou Twitter. De fato, das dezenas de telas, apenas uma não está exibindo algo que não consigo reconhecer como uma interface de Web – acredito que seja um AutoCAD. Este profissional, ainda que solitário, é um exemplo importante para o futuro do mercado de smartphones. Mas vamos falar sobre ele apenas mais tarde.
Atualmente, um usuário típico de PC já utiliza a nuvem, armazenando seus dados em servidores remotos que podem ser acessados de qualquer lugar e a partir de qualquer dispositivo. Quando você possui vários aparelhos conectados, o uso de serviços como o Google Docs e Google Calendar é bastante conveniente. Na realidade, o fato de não precisarmos de armazenamento offline é o primeiro passo em direção à dominação dos smartphones.
Superando Limites
De acordo com um estudo realizado pela ComScore, em dezembro de 2010, mais de 63 milhões de usuários nos Estados Unidos (EUA) tinham um smartphone e este número aumenta a cada mês. Mas apesar de sua crescente popularidade e fácil acesso a dados baseados na nuvem, existem algumas limitações que fazem deles um dispositivo secundário em comparação aos PCs.
De acordo com um estudo realizado pela ComScore, em dezembro de 2010, mais de 63 milhões de usuários nos Estados Unidos (EUA) tinham um smartphone e este número aumenta a cada mês. Mas apesar de sua crescente popularidade e fácil acesso a dados baseados na nuvem, existem algumas limitações que fazem deles um dispositivo secundário em comparação aos PCs.
Questões importantes como o tamanho da tela e o teclado minúsculo podem limitar a produção de conteúdos, o que é fundamental para muitos usuários. Além disso, enquanto os processadores para smartphones estão melhorando continuamente, eles ainda parecem fracos em comparação com o potencial do mercado de computadores.
À curto prazo, certamente, a questão dos processadores será resolvida. Mas, como resolver as limitações da tela e do teclado? Uma maneira seria o uso de uma dock – com monitor e teclado – para smartphones, que aproveitariam os serviços de rede e tirariam proveito dos serviços da nuvem para executar aplicações de PC, tudo com a inferface da plataforma móvel.
No ano passado, a Citrix e a Open Kernel Labs revelaram um novo conceito chamado "Nirvana Phone ", que faz exatamente isso. Foi uma ideia interessante e fez as pessoas questionarem quando ele estaria pronto para o mercado.
Na última Consumer Eletronic Show (CES), que ocorreu em janeiro deste ano, a Motorola apresentou o Atrix 4G, o primeiro smartphone baseado em um processador dual-core incluindo uma "lapdock", que transforma o aparelho em um notebook - de certa forma, o projeto foi inspirado no design do “Nirvana Phone”.
Alguns dizem que este pode ser um verdadeiro 'assassino' para o mercado de PCs, mas suspeito que será apenas o início.
ConclusõesO Atrix possui um design elegante e um conceito importante, mas ele realmente vai substituir o uso de PCs?
O principal problema ao utilizá-lo é a a incapacidade de executar todas as aplicações que normalmente seriam executadas em um desktop. O que faz bastante sentido, já que duvido que alguém precise dessa tecnologia apenas para jogar Angry Birds em tela cheia. Para mim, o mais interessante seria rodar aplicativos desenvolvidos de desktop de modo integral a partir de uma dock.
Lembre-se do designer de AutoCAD no meu café? Ele é uma prova disso. Enquanto as massas podem, eventualmente, abandonar os PCs em troca de aparelhos ultra-portáteis para ler notícias, o profissional sempre terá a necessidade de equipamentos mais robustos, armazenamento offline e de telas grandes.
Será que os PC morrerão? Não. Será que os PCs serão substituídos como principal plataforma para acessar à web? Uma hora, sim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário