quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Show de Overclocking a -100°C


Santa Ifigênia, o maior centro de comércio de eletrônicos de São Paulo, presenciou fumaça branca saindo de equipamentos na quarta-feira, 15 de dezembro de 2010. Não, não era nenhum tipo de novo produto chinês ou paraguaio. Esse foi o dia e local onde Alexandre Ziebert conseguiu fazer com que um processador Intel Core i7 980X Extreme Edition saísse de 3.33 GHz e chegasse aos 5.5GHz numa temperatura de 104 graus Celsius negativos. Parece estranho para você? Não com overclocking.

O overclocking é uma prática que acelera a velocidade normal do processador para aumentar o desempenho do equipamento. Não é tão fácil quanto parece, pois para atingir níveis avançados de overclocking é necessário muito conhecimento no assunto, equipamentos de alta qualidade, sistemas de refrigeração baseados em nitrogênio líquido ou gelo seco e muita, mas muita paciência.

Overclocking.jpg
Nesta demonstração, Ziebert escolheu esse modelo especifico de processador por uma série de motivos que contribuíram para se chegar tão longe. Primeiro, porque este processador oferece seis núcleos de processamento que, atrelados à tecnologia HT (Hyper-Threading), podem executar até 12 threads, tornando dessa forma o sistema mais rápido na frequência de processos.

O segundo motivo é que o modelo já tem o multiplicador destravado, o que permite ir além do clock base da placa-mãe. Normalmente, o padrão da taxa de transferência de dados entre o processador e a placa mãe é de 133 MHz e com a prática do overclocking é possível passar um pouco acima de 200 MHz.
Por fim, a última característica que foi decisiva para a escolha é que o modelo Core i7 980X é fabricado no processo de 32 nanômetros, o que permite atingir frequências maiores com o mesmo nível de tensão, e por isso, não oferecem o risco de danificar o processador.

O mais legal é que quem esteve na demonstração de São Paulo pode acompanhar o show de Alexandre e suas explicações sobre a prática. A mesma demonstração foi feita anteriormente no Rio de Janeiro. Mesmo utilizando a mesma configuração, Ziebert tinha atingido 5GHz.

Se empolgou? Muita calma nessa hora. Utilizando apenas a intuição para fazer o processo, o risco de ficar sem máquina após a tentativa de overclocking é de 99,9%. Antes de queimar seu processador tentando deixá-lo mais rápido, entenda que a prática de overclocking não é algo simples e exige muito conhecimento específico. Deixe isso para os profissionais da área que dedicam muito de suas vidas para fazer fumaça branca sair de computadores.

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