quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Review – Call of Duty: Black Ops




Na história, ambientada na Guerra Fria, você estará principalmente na pele de Mason, um agente da CIA, além de poder controlar Hudson e Weaver.Pois é, Manolos. Hoje vim falar um pouco sobre um dos jogos da minha franquia preferida. Tudo começou em 2003, quando “Call of Duty” era apenas mais um jogo de tiro em primeira pessoa, com incríveis semelhanças com “Medal of Honor”.
O tempo passou e “Call of Duty” tomou o seu lugar, e se tornou, na minha opinião, um dos melhores jogos do gênero.
Os jogos da franquia tem se mantido no topo ocupando as melhores posições. Foram mais de 80 prêmios internacionais, incluindo o de “Jogo do Ano” e este ano ele acaba de guanhar o título de “Melhor jogo de tiro” no VGA. Os números não deixam mentir: “Call Of Duty: Modern Warfare 2” vendeu  400 milhões de dólares em 24 horas, e Black Ops teve um total de 7 milhões de unidades vendidas, 10% mais que em Modern Warfare 2.
Com gráficos realistas, excelente ambientação e excelente jogabilidade, eles nos fazem sentir que realmente estamos participando de uma guerra. E com “Call of Duty: Black Ops” não foi diferente. São horas de pura adrenalina em um dos jogos mais bonitos da Treyart.
O modo história  começa com Alex Mason, o personagem principal, amarrado a uma cadeira, cheio de sangue e sendo interrogado por um desconhecido. É nele que está a chave para decodificar o significado dos números que aparecem constantemente nas telas e evitar uma catástrofe com uma arma bio química.
Entre desmaios e reanimações, Alex Manson irá nos levar através de flashbacks  a vários acontecimentos de sua vida militar e preparem-se, pois é  uma das melhores jornadas de um FPS. A primeira missão é ir a Cuba para matar Fidel Castro. Temos também o presidente dos EUA, John F. Kennedy, que nas instalações do Pentágono nos diz que a próxima missão é eliminar um comunista que está prestes a lançar um míssil nuclear.

Gráficos, armas e jogabilidade

Os gráficos tem qualidade alta e riqueza de detalhes em cenas com armas ou incêndio. A variedade de cenários também impressiona.
Cenários únicos, como Nuketown,  mapa de um típico subúrbio norte-americano onde os combates se travam numa proximidade asfixiante, instalações fabris, uma prisão, ruínas urbanas, floresta, uma base de mísseis desativada, uma aldeia Vietcong, um barco e até um helicóptero são exemplos da variedade presente em Black Ops.
Quanto ao som, realmente te envolve, especialmente nas zonas de guerra real. Aliás, a realidade sonora está presente principalmente no que diz respeito às armas como em explosões e rajadas de tiros.  Outra coisa  muito interessantes é o fato de em determinadas situações de guerra ouvirmos músicas de bandas famosas como os Rolling Stones e até Eminem. No mínimo, curioso.
O jogo é dinâmico e envolvente e me surpreendeu pela quantidade de coisas que podemos fazer. Somos capazes de atacar em helicópteros, atropelar policiais, mergulhar no mar, saltar de rapel, fugir em uma moto, atirar pendurado em uma tirolesa e muito mais.
A dificuldade é grande, com 4 níveis: Recruit, Regular, Hardened e Veteran.
Fãs do gênero e principalmente hardcoregamers não vão se decepcionar, o jogo é realmente difícil.
As missões são variadas e durante as 15 presentes no jogo, temos de executar as mais variadas e arriscadas manobras, como pilotar helicópteros, motos e matar tudo o que se mexa, literalmente. No meio de uma guerra no Vietnã me senti realmente dentro dela, com soldados vietcongues atirando por todos os lados.
A vantagem do jogo é que, apesar das operações secretas, estaremos envolvidos em uma guerra real, algo que me lembrou uma combinação de MW2 com as batalhas de COD: WAW.
Outro ponto forte do jogo são as armas. Todas elas são baseadas na vida real e algo genial é a quantidade que podemos encontrar no jogo, dependendo de cada missão e época.
Cada uma delas tem sua própria variante de 3 ou 4 modelos e a possibilidade de customização. Algumas armas que podemos encontrar: M16 Master Key,M16, Phyton, Famas, China Lake, AK47, AK47 Extended Mag, M14 ACOG,M60,Crossbow,SPAS 12 e Dragunov.

Modos de jogo

O jogo oferece vários modos, capazes de agradar gamers de todos os gostos.
O modo Zombies,que já esteve presente em  Call of Duty: World at War sofreu modificações bem interessantes e é bastante especial, pois tem  quatro convidados ilustres: JFK, Nixon, Fidel Castro e Robert McNamara.
Neste modo podemos jogar sozinho, tela dividida ou participar até um máximo de quatro jogadores online que terão de sobreviver aos vários ataques de enlouquecidos Zumbis.
Todos começam com um simples revolver e à medida que vamos matando e criando barreiras nas portas para impedir o avanço dos “mortos”, iremos ganhar dinheiro que pode ser utilizado para comprar e fazer upgrade às armas.
É no modo multiplayer que está o coração do Call of Duty: Black Ops e onde foram feitos os mais variados ajustes, alterações e até a inclusão de novos modos de jogo.
Com um modo multiplayer cooperativo para até quatro pessoas, ele é um jogo que consegue o equilíbrio entre boas opções Offline e Online.
Uma novidade do modo Multiplayer é a possibilidade de ganhar dinheiro. A moeda do jogo são os “COD Points”, pontos que nos permite entre outras coisas, comprar armas, acessórios para as armas, emblemas, perks e killstreaks. São algo novo na série, embora tenhamos que subir de rank para “desbloquear” novas armas, para posteriormente podermos comprá-las. Esta “moeda” nos faz sentir verdadeiros mercenários, já que podemos comprar contracts – para além dos habituais challenges -  com os nossos COD Points, que não são mais que pequenas missões in-game, e caso sejam bem sucedidos, estes irão nos dar uma recompensa em XP.
Além disso, ainda é possível modificar nosso soldado, escolhendo um biotipo oferecido e criar até 10 classes.
No multiplayer, temos de cara 14 mapas para escolher e os modos de jogo são:
TEAM DEATH MATCH: Monta uma equipe e consegue a melhor pontuação
FREE FOR ALL: Elimina à todos
SEARCH & DESTROY: Um par de objetivos e uma bomba
DOMINATION: Compete pelo controle de 3 bandeiras
HEADQUARTERS: Aqui o objetivo é capturar e ganhar pontos até o limite
DEMOLITION: Aqui junto com sua equipe terá 2 bombas, plante-as e defenda
CAPTURE THE FLAG: Clássico, captura a bandeira do oponente e leva ate o seu território
SABOTAGE: Aqui temos um objetivo e 2 bombas
No modo single player, os níveis de dificuldade são quatro. A campanha é altamente atrativa e nos oferece uma experiência cinematográfica fantástica.
Call of Duty; Black Ops tem todos os méritos para ser considerado um dos melhores jogos do ano.
Seu argumento impressionante, sua qualidade gráfica e sonora fazem dele um FPS com grande conteúdo, algo que muitos desenvolvedores têm esquecido.

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