Divulgação |
SÃO PAULO – Tron: Legacy (Tron: O Legado) estreia nas telonas brasileiras no dia 17 de dezembro, trazendo uma continuação repaginada, mais agressiva e empolgante para o clássico do diretor Steven Lisberger.
Quando Tron estreou em 1982 a audiência ficou maravilhada, ou incomodada com a inovadora mescla de computação gráfica básica, técnicas de iluminação e uma atmosfera futurista, que personificava programas de computador e dava uma cara humana para a computação.
Jeff Bridges, que interpretou Kevin Flynn, um inteligente programador que se gaba por vencer todo e qualquer jogo eletrônico, foi transferido para o mundo cibernético por uma artimanha do computador central da Encon, empresa de software que trabalhava.
Alan foi obrigado a lutar ao lado dos programas RAM e Tron, desenvolvido para garantir a segurança da rede por Alan Bradley, interpretado no primeiro e segundo filme por Bruce Boxleitner. Juntos eles conseguem vencer o domínio do computador central e Kevin retorna ao mundo real e assume o controle da Encon. Apesar de Tron dar nome ao filme e desempenhar um papel fundamental no primeiro filme, ele tem um papel muito pequeno no O Legado.
O legado (alerta de spoilers)
No novo filme, dirigido por Joseph Kosinski, a história se centra em Sam Flynn (Garret Hedlung), herdeiro de Kevin, que desaparece misteriosamente. Seu filho, órfão (pois morreram sua mãe e avós), vive de maneira desafiadora e nutri certo desprezo pela empresa, que é gerida por sócios e o filho de Dillinger, um dos executivos e vilões do primeiro filme. Mas o novo herói também é um programador astuto e desafia seu conselho diretor.
Sam é avisado por Alan Bradley, programador e grande amigo de Kevin, sobre um bipe enviado de um antigo fliperama administrado antigamente pelo desaparecido mestre dos jogos eletrônicos. Desse momento em diante é revelado o excelente trabalho da equipe responsável pelo longa.
A reconstrução do universo de Tron impressiona os familiarizados, deixando referências ora evidentes, ora sutis. Os novatos também vão se sentir confortáveis, já que a história pode ser compreendida de maneira independente, além de apresentar efeitos visuais impressionantes.
O novo layout das roupas, que trazem uma mistura de armadura do Batman com a de Crysis (jogo de tiro), dão um toque especial ao filme. O disco de luz, que representa a união perfeita entre homem e tecnologia, guardando todas as informações e conquistas de seu proprietário, também foi redesenhado. No lugar de um freesbie com aspecto estranho, o disco agora se parece com uma arma mortal, prática e eficiente.
As batalhas são outro ponto forte da nova versão. As lutas se tornaram muito mais agitadas, violentas e acrobáticas. A antiga versão, que lembra mais uma “mesa de disco” de fliperama, foi substituída por um dinâmico combate. Uma espécie de queimada mortal e tecnológica. O objetivo é acertar e eliminar o adversário com seu disco. Lembra muito o game Ricochet, uma modificação de Half-Life inspirada em Tron.
As famosas Light Cycles, que são motocicletas que se desafiam em um jogo no estilo “Snake”, também foram redesenhadas. As disputas são repletas de ação e as sequências de combate são muito bem dirigidas.
O elenco
A Grade (Grid), nome desse universo caótico e repleto de energia, é habitado por programas e controlado por Clu, uma criação de Kevin que se rebelou e instaurou o caos numa espécie de ditadura. Clu é interpretado também por Jeff Bridges. Mas, como um programa não envelhece, foi necessário um trabalho para mapear todo o rosto do ator e rejuvenescê-lo digitalmente. O resultado é espantoso. Quem não identifica o ator logo de início não consegue perceber a artimanha. Em nenhuma das cenas o efeito ficou grosseiro.
Outro destaque é a atuação de Olivia Wilde, que interpreta Quorra. A personagem é a parceira de Sam nas lutas. A atriz encarou muito bem o papel de uma guerreira atlética, divertida e bastante curiosa sobre os “usuários”, nome dado aos humanos, que assumem um papel de divindade nesse mundo.
Quem aparece em uma das cenas é a dupla Daft Punk, responsável pela maioria das músicas da trilha sonora do filme. Outros personagens, como Gem (Beau Garrett), uma das “sereias” que preparam os programas para as batalhas, e Castor (Michael Sheen) convencem a audiência com seu aspecto frio e calculista.
Imperdível nas telonas
Os mais críticos com cinema podem considerar o roteiro de Tron: O Legado fraco e bastante previsível. Mas não faltam elementos para prender a atenção do espectador. Tanto os aficionados pelo clássico como os fãs de ficção ficarão presos ao universo imaginado por Lisberger, que é um dos produtores do filme.
O filme será exibido em salas 3D e comuns a partir do dia 17 de dezembro. A qualidade dos efeitos e da trilha sonora garante ao filme uma experiência completa no cinema. O mesmo não será possível na TV da sala.
Como não poderia deixar de acontecer, Tron chega às telonas mas também aos consoles e PCs, com o game Tron: Evolution e uma linha completa de brinquedos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário