Julian Assange não tem o dinheiro necessário para pagar a fiança -- aliás, uma pequena fortuna: o equivalente a R$ 640 mil.
O dono do site mais polêmico do mundo não tem o dinheiro necessário para pagar a fiança -- aliás, uma pequena fortuna: o equivalente a R$ 640 mil. Todas as contas dele foram bloqueadas e as empresas de cartão de crédito pararam de repassar doações ao site WikiLeaks. Para ajudar, várias celebridades começaram a fazer uma vaquinha.
Enquanto isso, Julian Assange permanece na cadeia, mas não só porque precisa da grana para sair. É que a corte britânica decidiu conceder um prazo de 48 horas para a promotoria sueca tentar apresentar provas convincentes contra o australiano.
Na terça-feira (14), o juiz achou que não há indícios palpáveis para sustentar a acusação de abuso sexual, motivo pelo qual Assange foi preso. Ele teria mantido relações com duas mulheres suecas sem usar camisinha, o que na Suécia é considerado uma forma de estupro. O advogado de Assange alega que essa acusação não tem base em nenhuma prova.
Enquanto isso, o WikiLeaks vai dividindo opiniões pelo mundo. Para a defesa, o dono do WikiLeaks está sendo vítima de uma campanha dos Estados Unidos para, de um jeito ou outro, botar as mãos no homem responsável pelo site que vazou informações secretas que deixaram vários governos ao redor do planeta na maior saia justa, principalmente o governo americano.
Mas, assim como tem inimigos, o dono do WikiLeaks tem uma legião de defensores. Na Grã-Bretanha, juristas discordam do argumento de que Assange teria cometido crime ao divulgar informações secretas. A imprensa britânica, de um modo geral, considera que o governo americano contraria a Constituição dos Estados Unidos ao acusar Assange, já que a Constituição americana defende a imprensa livre. E afirmam que cabe aos governos impedir o vazamento de informações consideradas vitais para a segurança, em vez de ficar culpando quem as divulga.
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