Qual será o teto de crescimento dos sites de compras coletivas? Alguns números divulgados na segunda-feira (8/11) pelo Ibope Nielsen Online jogam uma luz na questão, que tem despertado o interesse de muitos empreendedores engajados no que já é a nova corrida do ouro da Internet brasileira.
De acordo com o instituto, os 18 maiores sites de compras coletivasatenderam a 5,6 milhões de visitantes únicos em setembro de 2010. O número é aproximadamente 30% maior que o do mês anterior – em agosto, eles somavam 4,3 milhões – e 229% maior que o de junho, quando se tinha 1,7 milhão de usuários.
Mês a mês, os sites de compra coletiva vêm surpreendendo pelo rápido crescimento. Em 1/9, o site Peixe Urbano comemorou a marca de 1 milhão de usuários cadastrados. Na segunda-feira (8/11) foi a vez do ClickOn anunciar a ultrapassagem da marca de 2 milhões de cadastros. Curioso notar que, em 1/9, o ClickOn estava quase chegando a 1 milhão – logo, o milhão adicional veio em pouco mais de dois meses.
Quase um Portugal
Projetando os números do Ibope, é possível que novembro feche com cerca de 9 milhões de visitantes de sites de compras coletivas – quase um Portugal inteiro. É preciso, no entanto, ter os pés no chão: pode ser que o número seja menor e que o ritmo de crescimento comece a minguar. Por que?
Projetando os números do Ibope, é possível que novembro feche com cerca de 9 milhões de visitantes de sites de compras coletivas – quase um Portugal inteiro. É preciso, no entanto, ter os pés no chão: pode ser que o número seja menor e que o ritmo de crescimento comece a minguar. Por que?
Primeiro, pelas taxas de crescimento apresentadas pelo Ibope e que, mês a mês, vêm decrescendo. De junho a julho, a base de visitantes únicos cresceu 71%; de julho a agosto, 48%; de agosto a setembro, 30%. Esse decréscimo não é linear, mas sugere que o crescimento mensal de dois dígitos no número de visitantes pode não se sustentar no 1.o semestre de 2011.
Segundo, pelo próprio tamanho da Internet brasileira. O Ibope Nielsen Online estima em 40,6 milhões o total de usuários ativos de Internet no Brasil em setembro de 2010. Se fecharmos dezembro com, digamos, 10 milhões de internautas em sites de compras coletivas, isso representará quase 25% da audiência online – um número inegavelmente otimista.
Receita em alta
Isso não quer dizer que a receita desses sites esteja limitada por esses números. Muitas pessoas que se cadastraram em compras coletivas ainda não participaram de nenhuma promoção. E, à medida que a primeira experiência for positiva, a tendência é que elas usem o serviço mais e mais.
Isso não quer dizer que a receita desses sites esteja limitada por esses números. Muitas pessoas que se cadastraram em compras coletivas ainda não participaram de nenhuma promoção. E, à medida que a primeira experiência for positiva, a tendência é que elas usem o serviço mais e mais.
E ainda há a esperada consolidação do setor, que vê surgir praticamente um novo site de compras coletivas a cada dia. Pode ser que, na fase do mata-mata, os líderes cresçam às custas do fim dos pequenos sites. Com isso, teríamos uma certa estabilização do número total de usuários, e uma migração da receita pulverizada dos pequenos para o grupo dos líderes.
Seja qual for o desfecho dessa história, o fato é que há tempos não víamos uma onda tão grande de competição na Internet brasileira. Não há dúvida que 2010 será lembrado como o ano em que o Brasil conheceu os sites de compras coletivas.
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