Reprodução/ESET |
Criminosos simulam páginas de empresas financeiras para aplicar golpes de roubo de dados |
SÃO PAULO – Este ano o Brasil ocupou a quarta posição mundial no ranking de hospedagem de sites com malware e que recebem dados roubados pela web. Entre os “destaques”, os golpes de phishing representam quase metade das formas de ataque no país.
Somente em 2010 a CERT.br (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil), apontou que 49,9% dos casos de ataques maliciosos reportados pelos usuários vinham de golpes phishing, que coletam dados pessoais através de sites falsos.
De acordo com a empresa de segurança ESET, as fraudes de phishing mais comuns no país são as tentativas de crimes de roubo de dados financeiros. Em sua maioria os criminosos simulam uma página idêntica ao site de bancos ou empresas de cartão de crédito.
Desta forma, os fraudadores solicitam que o usuário insira seus dados para verificação, como senha e número da conta. Hospedando suas páginas falsas em sites já existenters, os criminosos desviam enormes quantias em dinheiro e obtêm um lucro significativo com os golpes.
“Se considerarmos que pelo menos 2 mil desses visitantes acessaram o site através do falso e-mail do banco, definindo um valor de 50 dólares extraídos de cada conta de usuário, o criminoso virtual poderia obter cerca de 100 mil dólares em um único mês”, conclui Joaquín Varela, Engenheiro de Malware da ESET.
Especialistas alertam para as variações de e-mails para este tipo de golpe que utilizam nomes de empresas conhecidas, ou solicitando ao usuário que insira dados para participar de promoções ou descontos exclusivos.
Como o site utilizado para hospedar o golpe está vulnerável, ao inserir seus dados na página falsa todas as informações do usuário ficam disponíveis para qualquer um que tiver conhecimentos específicos poderá visualizar os arquivos coletados.
“Devido ao enorme lucro que esses criminosos obtém com essas fraudes virtuais, e à aparente sensação de impunidade que acompanha esse meio, esses golpes não devem parar de surgir tão cedo”, conclui Camillo Di Jorge, country manager da ESET Brasil.
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