quinta-feira, 25 de novembro de 2010

iPod Shuffle recupera os botões


Com nova mudança no layout, Shuffle ganha recursos e botões
Avaliação
7,7 /10
229 reais
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O iPod shuffle chega à sua quarta geração com uma característica que nós nunca imaginaríamos ser motivo de propaganda: ele tem botões. Na geração passada, os comandos eram realizados todos através do controle remoto embutido no fone apropriado, o qual deixou de acompanhar o reprodutor – substituído por um comum. Infelizmente, possui só 2 GB de capacidade, mas tem boa qualidade de áudio, compatibilidade com listas de reprodução do iTunes e capacidade de vocalizar o nome das músicas, recurso intitulado VoiceOver. O player, que possui cinco opções de cores, é seu por 229 reais.

A ideia da Apple era boa. Na terceira geração do shuffle, o objetivo era criar o menor tocador de MP3 possível, mesmo que isso custasse a migração dos controles para outro lugar – o cabo do fone de ouvido. Mas bateu saudade dos botões, e eles voltaram. A roda que compreende o play, o pause, o ajuste de volume e a troca de faixa está maior, quando comparada à da segunda geração da família. Muitos reclamavam, com razão, de não poder usar fones de ouvido comuns, sem controle remoto. 

O VoiceOver, recurso de sintetização de voz, também foi novidade na geração passada do shuffle, e que continuou nesta versão. Com ele, o iPod ganhou a capacidade de pronunciar o nome da música em diversas línguas, incluindo o português (de Portugal). Infelizmente, ele não funciona muito bem para grande parte das canções, em especial as brasileiras. Ainda assim, é útil. O botão da ferramenta fica na parte de cima do dispositivo, ao lado da saída de áudio.



Agora, o shuffle também é capaz de reproduzir listas de reprodução e pode sincronizar as seleções realizadas pelo Genius, ferramenta de “DJ virtual” do iTunes. É possível navegar pelas playlists através do botão do VoiceOver, quando você o mantém pressionado por segundos. A chave que alterna entre reprodução contínua, reprodução aleatória e desligado, também fica na parte superior do iPod.

Sólido e (extremamente) pequeno



A construção é ótima. O novo shuffle tem corpo metálico, botões sólidos de bom tamanho e um clipe para prendê-lo à roupa (ou na língua, no cabo de freio da bicicleta, etc). É preciso ter cuidado para não perder o player, que pesa 12 gramas. A caixa, igualmente minúscula, acompanha um guia rápido e o cabo de dados, somente. 

As cores disponíveis para compra são prata, azul, verde, cor-de-rosa e laranja. A que chegou para testes é a prata que, particularmente, acho a mais feia (isso, eu prefiro até a rosa). Talvez isso aconteça porque a roda de controles é preta, ao contrário de todas as outras alternativas. 



O grande defeito do shuffle é seu espaço de armazenamento. Com 2 GB (para, aproximadamente, 360 arquivos MP3) na memória flash, este iPod é claustrofóbico em uma realidade cujos telefones celulares possuem expansão via MicroSD e a concorrência oferece o dobro. Se a Apple, ao menos, oferecesse outra opção, a história seria bem diferente. De qualquer maneira, para quem é diferente de mim organizado e gosta de atualizar o repertório frequentemente, não deve ser motivo para reclamação. Além da capacidade, a duração da bateria é outra coisa que diminuiu nessa versão do iPod shuffle, durando seis horas e oito minutos (6h08min). Na sua terceira geração, por exemplo, o período que o dispositivo aguentava tocando música era de 9h37min.

Cabo curto, áudio bom



O cabo que acompanha o tocador, para conexão USB, é introduzido na própria saída de áudio de 3,5 mm e possui taxa de transferência significantemente menor que os “dock conectors” de 30 pinos. Como o comprimento de tal cabo é curto e, seu material, semirrígido, o iPod fica pendurado graciosamente na saída USB da máquina.

Algumas análises internet afora apontaram a qualidade do áudio do novo shuffle como ponto forte. Sem dúvida, a reprodução de sons de qualquer frequência é detalhada e balanceada – com exceção do benvindo reforço de graves. Contudo, em testes, a diferença de qualidade entre o shuffle e outros iPods e iPhone foi imperceptível, ao reproduzir arquivos sem compressão (de maior fidelidade).



Aliás, a capacidade do iPod shuffle de reproduzir arquivos Apple Lossless (ALAC), WAV e AAC de alta taxa de bits é interessante para os audiófilos de plantão. É uma pena não tocar o popular formato FLAC, capacidade que alguns concorrentes possuem. O duro é que só caberiam cerca de 90 músicas sem compressão na escassa memória, já que um arquivo típico, com cinco minutos, pesa cerca de 20 MB.

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