O clube D-Edge faz sucesso na noite paulistana há quase 8 anos. Ele já ganhou prêmios como melhor casa underground diversas vezes e o motivo é que além de sempre abrigar ótimos DJs de música eletrônica, o ambiente é muito convidativo e, por que não dizer, criativo. E como geek que é geek está sempre por dentro e adora uma tecnologia, o Olhar Digital resolveu fazer um tour pela nova pista do clube, que será inaugurada hoje (25), para mostrar tudo o que a casa mais tecnológia de São Paulo trouxe de novidades.
O clube já era conhecido pelo seu alto teor de tecnologia na pista de dança e pelas luzes que acompanham o ritmo das batidas eletrônicas. E mais que isso, é conhecida por ficar lotada em dias de festas especiais. E foi exatamente por isso que o dono, Renato Ratier, resolveu ampliar sua estrutura.
Depois de quatro anos de intensas negociações sobre o projeto, mudança de layout e design, o D-Edge se transformou num verdadeiro lar da tecnologia e da música eletrônica. "Tudo no D-Edge é tecnológico, desde a primeira casa", conta Ratier, que diz ter mantido o projeto de design nas mãos do carioca Muti Randolph, que também ajudou na criação do antigo ambiente.
Renato conta que cada canto do D-Edge 2.0 terá sonoridade ambiente, desde a fila até os banheiros, e o som ficou por conta do sistema mais moderno do momento: o Funktion One, que tem características acústicas perfeitas e dispensa qualquer tipo de equalização.
Outro aspecto que deixou a casa com um ar hi-tech foram as linhas de leds espalhadas por todos os cantos. "Tem pontos de led na escada, caixas, bares, além de um sistema de vídeo integrado aos leds da pista que pode projetar imagens nas paredes, teto ou piso", explica. Mas Ratier disse que além da tecnologia pura, a casa também traz os softwares aplicados para que tudo isso funcione em harmonia. Para deixar a pista um ambiente sinestésico, o projeto incluiu integração entre o som e as luzes, assim o pessoal não só ouve a música como também pode vê-la e até senti-la. "Se ligarmos o microfone e falarmos algo, por exemplo, o som vai se refletir nas paredes, teto e pisos", diz.
Na pista, uma janela que toma conta de uma das paredes tem led entre as camadas de vidro. Quem está de fora vê as luzes da balada e quem está dentro apenas enxerga a silhueta da cidade e a vista para o Memorial da América Latina, que fica logo ao lado. Os dois camarotes da pista são cabines envoltas por vidro, que não deixa transparecer nada do que acontece lá dentro. No projeto original, Ratier queria colocar uma TV no lounge com imagens da pista, mas isso ainda não foi testado. "Está tudo instalado para isso, mas preciso ver como será com a casa cheia e todas as luzes funcionando. Hoje [estréia] vou testar", conta.
No total, o novo ambiente tem quatro andares, sendo o primeiro com os caixas e uma loja com produtos para DJs, CDs e discos de vinil do selo D-Edge e de parceiros. No segundo andar fica a pista. O lounge, todo em madeira assimétrica e com quatro pontos de led, se localiza no terceiro pavimento. E no último lance de escada, há um terraço onde uma das caixas dágua se transformou em um pequeno banheiro prateado.
Agora o clube terá 15 caixas para pagamentos, cinco banheiros, sendo que os novos serão divididos por gênero e não serão mais unissex como na pista antiga, e a entrada mudou de lugar. A partir de hoje, o pessoal entra pela rua de baixo e já dá de cara com a parte nova. Dessa forma, quando as filas estiverem muito grandes, um pedaço dela poderá ficar em um lugar coberto.
Ratier não quis dar números, nem de lotação e muito menos de investimentos, mas ele garantiu que todo mundo vai curtir e aproveitar o clube ainda mais. Ficou curioso para conhecer o outro lado do D-Edge? Então, entre no site e coloque seu nome na lista para as próximas festas.
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