O iPhone 4 só deve chegar ao Brasil em setembro e, você bem sabe, ele acabou de chegar às lojas americanas. Porém, como applemaníaco não tem distinção de raça, cor ou nacionalidade, apenas uma cósmica vontade de ter os produtos da Apple logo, já tem muito brasileiro querendo o novo brinquedo. E amigos no exterior e métodos não ortodoxos estão aí para ajudar os mais necessitados.
Antes de explicar as opções, vale deixar claro: o iPhone 4 custa 199 dólares e 299 dólares nos EUA dentro de um contrato de 2 anos com a AT&T. Lá, não há por enquanto a venda do aparelho desbloqueado, que costuma custar 699 dólares. Ou seja, não há como comprar um iPhone 4 nos Estados Unidos e usá-lo aqui, pelo menos não oficialmente. O jailbreak do aparelho deve sair em breve, mas além de perder a garantia, existe o risco de "bricar" o aparelho. Mas, há países europeus que venderão o iPhone desbloqueado – imaginamos que eles serão os principais fornecedores dos vendedores por aqui.
Outro problema é o microSIM, o mesmo do iPad, que a Apple colocou no iPhone 4. A única operadora que já disponibilizou o cartão microSIM no Brasil foi a Vivo. E, segundo ela, o chip funciona tanto no iPad quanto no iPhone 4. Agora, caso você não tenha conta na Vivo, a situação complica. Alguns vendedores têm oferecido a opção de cortar o cartão SIM. Nós já vimos que isso funciona, mas é um processo arriscado que pode desabilitar as funções do seu chip. Se optar por fazer isso, faça com muita, mas muita calma.
Avisos dados, essas são as opções que os brasileiros encontram.
E foi só o iPhone 4 começar a ser vendido que rapidamente já apareceram ofertas do aparelho no MercadoLivre – mas ainda são poucas perto do dia seguinte ao anúncio do iPad, por exemplo. Um dos vendedores, sem pontos de reputação do ML, diz que terá 2 iPhones 4 por semana a partir do dia 30 de junho. Segundo ele, a partir da compra, o aparelho chega em São Paulo em no máximo 10 dias.
O vendedor promete a versão de 16 GB e 32 GB, e diz que é possível até comprar o “bumper case” no pacote. Os preços, como você já deve imaginar, são entupidos de sal grosso: os aparelhos europeus custam 2.550 e 2.850 reais, respectivamente. Já os aparelhos americanos, bloqueados, custam 2.400 e 2.600 reais. Mas nesse caso é preciso não só esperar o jailbreak, mas também o sistema de desbloqueio de cartão SIM. Se suas pernas não tremem ao fazer a mudança, dá para economizar um pouco.
Existe a opção de comprar pelo eBay, mas o preço é abusivo. Além do aparelho custar mais de 1.000 dólares, a chance do celular ser taxado na alfândega é altíssima, aumentando o valor do iPhone em 60%.
Eu quero vê-lo antes de comprá-lo. E agora?
Liguei para uma das lojas e perguntei sobre o iPhone. “Vai chegar, já tá chegando”, disse o vendedor, indicando que eles chegarão entre o dia 1 e 2 de julho. Perguntei sobre preço, mas ele disse que ainda não tem, que “tem que ver como ele vai chegar”. E o cartão SIM? “Ah, por enquanto vai ter que cortar, foi o que me falaram por aqui. Mas passa aqui dia primeiro que a gente conversa, certo?”.
O preço não deve fugir dos números do vendedor do MercadoLivre: se o aparelho custa cerca de 600 euros, cerca de 1.300 reais, somado aos “esforços” para trazê-lo e ainda o lucro dos vendedores, o preço deve beirar os 3.000 reais.
Tenho amigos no exterior, posso pedir um?
Se você tem parentes, amigos ou conhecidos morando na Europa ou no Canadá, e quer muito o iPhone 4, pode pedir e começar a roer as unhas – mas só se ele for ficar mais algumas semanas. O aparelho desbloqueado só está à venda hoje no Reino Unido. E ele não custa barato: o modelo de 32 GB chega a custa 599 libras, ou cerca de 900 dólares, quase o valor necessário para comprar um MacBook Pro de 13” nos EUA. No resto da Europa, o preço médio é 600 euros.
Então o melhor é esperar?
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